quarta-feira, 12 de maio de 2010

Novas medidas de austeridade

Segundo noticia da TVI as novas medidas estão previstas pelo menos até ao final deste ano e incluem a criação de uma tributação extraordinária de um por cento para quem aufere até cinco salários mínimos, o que equivale a 2375 euros por mês. Quem ganhar acima desse valor será tributado em 1,5 por cento.
Quanto ao IVA, também deverá aumentar.
De acordo com as propostas do Executivo, poderá haver uma subida de 20 para 21 por cento no IVA. Nos bens de primeira necessidade o imposto sobe de 5 para 6 por cento e na restauração de 12 para 13 por cento.
As grandes empresas também terão de pagar uma taxa adicional de IRC de 2,5 por cento.
Já incluído neste novo pacote está também um corte de cinco por cento nos vencimentos de políticos e de gestores públicos.
Em conjunto, deverão ter um impacto de 2.100 milhões de euros nas despesas do Estado, o que permitiria reduzir o défice para sete por cento este ano.
Com isto reduzimos o défice para 7%, o que será proposto para reduzir até aos 3%?

Propunha uma diminuição dos salários da função pública em 5% durante um ano e em 50% os salários dos políticos e gestores públicos.
A par disto propunha a criação de um imposto especial - temporário - sobre as grandes fortunas, pedindo a solidariedade, sem demagogias, aos que mais têm e aos que mais podem.
Um plano sério, em que se pediam sacrifícios a todos, com o exemplo a vir de cima.
Suspender já o TGV onde se poupava 1,5 mil milhões de euros, acabando com a atitude inconcebível de José Sócrates, que pede sacrifícios aos Portugueses ao mesmo tempo que esbanja recursos por pura teimosia.
Se todos remássemos no mesmo sentido, fazendo um esforço para salvar o País, poderíamos baixar o défice e a dívida pública e, embora não resolvêssemos todos os problemas das contas públicas, colocávamos o País no caminho da sustentabilidade.
Faço votos para que Passos Coelho exija a suspensão imediata do TGV, e não ceda á política manhosa de José Sócrates, que só dialoga quando lhe interessa, passando por cima de tudo e de todos.
Marcelo Pinho

9 comentários:

João disse...

Não aceito subida de mais impostos. Os Portugueses não podem pagar mais.
As obras públicas são necessárias, sem elas a economia pára.

Filipe disse...

Tens toda a razão. Temos que gastar mais... Ainda estamos longe de estar como a Grécia... Precisamos de acção. Isto aqui não se passa nada

Mafalda Andrade disse...

Concordo completamente! Estamos novamente a prejudicar os mesmos de sempre....

Miguel Seabra disse...

depois da posiçao tomada por ambas as partes partidarias, onde Passos de Coelho pede desculpa aos Portugueses, pois sao todos iguais e incobrem se uns aos outros, mais uma vez está demonstrada o que é realmente "ditadura", nisto que chamam de democracia.... vamos lá ver o resultado destas alteraçoes, se nao aparecem excepçoes para que politicos para que continuem a "mamar"...
pois quanto a obras publicas... meninos, se a empresa onde voces trabalham crescer directamente com as gigantes obras de "TGV`S" e "aeroportos", compreendo que estejam de acordo senão... peço desculpa pois só politicos corruptos e grandes empresarios enriquecem com as obras, para nós, sobra pagrar impostos e caladinhos...

Unknown disse...

Totalmente de acordo com o primeiro comentário do JOÃO. Tudo o que seja o aumento de receita fiscal demonstra fraqueza dos nossos governantes. Atente-se ao que foi feito aqui ao lado em Espanha. Á excepção do IVA que aumentou pela primeira vez desde que existe em Espanha ( 1986) de 16 para 18%, nada mais foi alterado ao nível das receitas fiscais. Por outro lado os vencimentos dos políticos foram reduzidos em 15%.

Anónimo disse...

Espanha reduziu os´vencimentos dos politicos em 15% e os sálarios dos funcionários públicos em 5%. Nós andamos pelos 5%/1%. Por aqui se vê o rasgo e a inteligência dos nosso políticos. Gostaria muito de fazer alguma coisa contra o despesimo deste Primeiro Ministro. Mas não sei que fazer...
Filipe

Unknown disse...

Caro Filipe,

Cá não se reduziu os vencimentos a ninguém, o que houve foi um agravamento de 5% e de 1% na taxa de IRS. Os vencimentos base continuam com os mesmos valores...

Anónimo disse...

A noélia percebeu o que quis dizer... Explique-me qual é a diferença na prática entre reduzir os salários em 1% ou aumentar o escalão do IRS na mesma percemtagem.
A não ser que faça como o nosso socrates... (redizir as deduções às colectas não é aumentar os impostos) Demogagia e agua benta quanto chegue.
Melhores cumprimentos
Filipe

Underçon disse...

Bem vindos à novela da Globo CRISE EM PORTUGAL, com a colaboração da TVI e Produções Fictícias.

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